[Resenha] Um poema para Barbara da editora Gutenberg

quinta-feira, abril 09, 2015


"Um poema para Barbara" de Monica Sifuentes, publicado dia 1 de Abril pela editora Gutenberg, tem 432 páginas bem escritas, no formato 16 x 23 cm, ISBN 9788582352373, com temática adulta e de ficção. O preço é R$44,90 no site da editora. 

No site da Gutenberg há um breve resumo, aqui vai:

São João Del Rei, Minas Gerais, 1776. A cidade recebe o novo ouvidor da comarca, vindo de Portugal: o jovem intelectual e bon-vivant José Inácio de Alvarenga Peixoto. Pronto para assumir sua responsabilidade na próspera Colônia da Coroa, o caminho do magistrado se cruza com o de Bárbara Eliodora, moça de gosto apurado e ideias à frente de seu tempo, que encontra expressão na poesia, assim como Inácio. Do encontro dos dois nasce uma paixão repleta de sonhos de liberdade e revolução, e de um país livre dos grilhões da realeza. Retratando a jornada que culmina na turbulenta Inconfidência Mineira, Um poema para Bárbara é uma história de amor e coragem que jamais será apagada pelo tempo. Um legado de sangue e lutas, de ideais e heroísmo, que marca até hoje a História do Brasil.

Conta a história de Barbara Eliodora e do magistrado José Inacio de Alvarenga Peixoto. Ele é um intelectual, novo na cidade de São João Del Rei em Minas Gerais em 1776. Ela é uma poetisa revolucionária (a primeira poetisa do Brasil, by the way). Juntos, se encantam e nasce um romance que vai resultar na Inconfidencia Mineira. O interessante do livro é que a autora foi atrás de pesquisar  cada detalhe dos fatos históricos sobre a Inconfidencia e seus participantes para fazer o livro. Um prato cheio para quem gosta de romances históricos.

Somos apresentados no início do livro ao José Inácio de Alvarenga Peixoto na universidade, com seus companheiros, um dos quais charlatão, que o suborna para pagar suas dívidas, fazendo Inácio dar um relógio de alta importancia sentimental (tinha sido de seu pai Simão, presente dado por sua mãe Angela Micaela) para quitar as dívidas do amigo. Isso mostra o quanto ele desde jovem já tinha senso de amizade e revolução. Como antes de ir estudar em Portugal, a mandato do tio, havia morado no Brasil, sentia-se visto como inferior pela família Portuguesa e por seus amigos também. Era estudioso e conseguiu formar-se em Direito - bacharelado na universidade de Coimbra. Lá em Sintra, exerceu o cargo de juiz de fora.

AVISO: parte da resenha irão conter muitos spoilers, fiquem sabendo! 
Barbara Eliodora era a filha mais velha do dr. José da Silveira e Sousa, um advogado da vila de São João del Rei e dona Maria Josefa da Cunha. Barbara tinha cabelos castanhos claro cacheados e volumosos e olhos azuis, de genio forte. Desde jovem já defendia os escravos. - falar sobre poesia que ele fez pra ela, que ela ia se casar com o melhor amigo desde a infancia, o Antonio. Inácio a conheceu em um festa dada pelo pai da moça. Ele rapidamente cai de amores por ela, entretanto, ela não desiste de Antonio, mesmo quando ele vai estudar na Europa. Eu achei tão meigo quando Inácio declama um poema para ela, durante uma festa, na frente de todo mundo!



Ao mundo esconde o Sol

Ao mundo esconde o Sol seus resplendores
E a mão da noite embrulha os horizontes;
Não cantam aves, não murmuram fontes,
Não fala Pã na boca dos pastores,
Atam as ninfas, em lugar de flores,
Mortais ciprestes sobre as tristes frontes;
Erram, chorando, nos desertos montes,
Sm arcos, sem aljavas, os Amores.
Vénus, Palas e as filhas da Memória,
Deixando os grandes templos esquecidos,
Não se lembram de altares nem de glória.
Andam os elementos confundidos:
Ah, Jónia, dia de vitória
Sempre o mais triste foi para os vencidos!


Mas a moça o evita, pois pensa que ele é uma figura muito popular para se casar com ela, uma moça do interior, enquanto ele (segundo os boatos que ouviu) gostava de andar em festas, casas de jogos e com várias mulheres.
Um momento tragicomico foi quando ela recebeu uma carta do noivo, rompendo, pois queria ficar mais tempo na Europa. Pouco tempo depois, Barbara e Inacio se declararam, mas preferiram manter um relacionamento silencioso, para proteger a imagem de ambos. Porém, apesar dos sigilos de seus servos favoritos, começaram a se encontrar secretamente, e consequentemente ela engravidou. Seu pai não gostou nada, mesmo sabendo que o marido é alguém da alta sociedade, ficou muito envergonhado e todos optaram por irem morar em um sítio da família, em um local afastado da cidade.

Mas por nenhum momento seu marido deixou de dar atenção e assistencia monetária a ela e sua filha; a menina Maria Eugenia cresceu sabendo ler em francês, portugues e tocando piano muito bem aos 7 anos de idade. Eu achei tão horroroso e chocante quando ocorreu uma Derrama no sítio, que foi uma vingança de um personagem de alta patente por motivos banais, e aconteceu um estupro coletivo ;(;( a menina Efigenia foi a primeira a socorrer as escravas quando tudo acabou, o que me faz pensar que menina inigualável ela é. Além disso, retiraram as roupas e as escravas de Barbara e confiscaram seu dinheiro, sob a acusação de traição a família real. No final, o grupo que planejou a Inconfidencia Mineira infelizmente foi pego (haviam espiões dentro do grupo). Francisco José da Silva Xavier foi denominado líder simplesmente porque estava reunindo pessoas na praça para lutar contra o governo, e o governo cortou sua cabeça e expos na praça pública.

Inácio ficou perturbado mentalmente quando soube que seria morto. Quanto a Barbara, ela criou as quatro crianças sozinha, mas conseguiu recuperar o dinheiro da família e viveu na fartura até o fim dos seus dias, assim como seus quatro filhos. Eu definitivamente adorei esse livro por que ele me ensinou muito sobre história Brasileira, que é algo que eu não consigo decorar facilmente, mas consegui captar bem com ele. Além do mais, foi feito durante uma pesquisa sobre a Inconfidencia. Dou 10 coroazinhas!





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