[Resenha] Diário de Zlata

sexta-feira, dezembro 26, 2014

Diário de Zlata - Foi escrito pela Zlata Filipovic enquanto ainda era menina de 11 anos até os 13 anos, em 1991 a 1993. Narra o início da Guerra em Sarajevo, na Bosnia. Eu sei que no livro há fotos dela, mas só tive a chance de ler no Kobo, e só achei o epub em Portugues de Portugal (nada contra, até é bom ir treinando antes de ir pra lá). Zatla era uma menina de classe alta, filha de uma engenheira quimica com um advogado, frequentava aulas de piano, gostava de jogar tenis e esquiar. Tinha uma casa grande e muitas amigas, mas a casa foi devastada pela guerra.


É triste ver a evolução da Guerra. No começo, foi faltando água, depois energia e gasolina, e chegou um tempo que os três tiveram que passar 2 semanas sem tomar banho DD: 
Os obuses (bombas) caiam todos os dias, e sujavam tudo, destruiam as casas (houve um dia em especial que se Zatla não tivesse saído no quarto para ir a sala por a mesa, a bomba que caiu naquela hora teria matado-a, pois quebrou todas as janelas de vidro do quarto! D: ) . Houve um dia que caiu nada mais do que quinhentas bombas no bairro dela, e a família teve que fugir para a caverna-abrigo do bairro ;( . Ela presenciou a perca do emprego do seu pai, e a fuga de várias amigas queridas para os países vizinhos. Passou meses sem telefone, e teve que enfrentar duas mortes (não vou dizer quais, pois é spoiler).


Teve que receber ajuda da Unicef (deram-lhe alimentos). Mas há o momento de felicidade que é quando ela recebe reporteres do mundo todo no lançamento do seu diário de guerra, e recebe mimos e chocolates. Uma coisa interessante que eu achei foi o fato de poder conhecer sobre o que estava acontecendo na Bosnia enquanto eu tinha meses de vida até meus 2 anos de idade. Lembrando que Zatla existe de verdade, atualmente ela tem 34 anos, é formada em Ciencias Humanas em Oxford, e já veio para o Brasil em 2008 para divulgar seu novo livro sobre guerra, o "Vozes roubadas".


O livro não conta, mas no fim de 1993 a família achou melhor se mudar para Paris, e depois foram para a Inglaterra e por fim estabeleceram-se em Dublin, na Irlanda. Ela já trabalhou para a Casa Anne Frank, ONU e Unicef. Seu diário não foi descoberto a toa; foi a Unicef, em 1991, quem pediu as crianças que mantivessem um diário sobre o acontecia, e a escola selecionou o dela para ser publicado. Mal espero para ler o "Vozes Roubadas", o qual ela selecionou cartas de crianças que estavam vivendo guerras e publicou.









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